Por Cesar Vanucci *

“A aids encontrou remédio a partir de medicação que já existia. E agora?” (Drauzio Varella, médico)

O médico Drauzio Varella, nome que dispensa apresentação, divulgou na revista “Carta Capital”, em 9 tópicos, um resumo que fez de trabalho elaborado pela “Medscape”, a propósito da pandemia do Covid-19. Tomo a liberdade de reproduzir o texto, neste acolhedor espaço, à vista da candente atualidade de que se reveste.

  1. O vírus é transmitido pelas gotículas expelidas ao falar, tossir e espirrar. Pode sobreviver em superfícies como as de plástico ou de metal por alguns dias (as estimativas são variáveis). No ar, sobrevive poucas horas, mas as partículas de secreção que formam aerossol são infectantes. A presença do vírus nas fezes está documentada.

Segundo “pesquisa” do Ipso (instituto particular de sondagens de opinião), “encomendada” para uso único e exclusivo deste desajeitado escriba, incorrigível propagador de quimeras, a cotação na simpatia popular do ministro Luiz Henrique Mandetta está em alta vertiginosa. Os índices apurados são bastante expressivos, sem margem de erro para menos, ao contrário do que comumente ocorre nas pesquisas tradicionais.

O titular da pasta da Saúde é, sem a mais pálida sombra de dúvida, dentre os porta-vozes da cúpula governamental, aquele que melhor pontuação alcançou na empatia popular. Passa firmeza e relativa segurança nos comunicados e entrevistas, neste momento aflitivo vivido nas ruas e lares. A imagem do Governo ficaria, por certo, muitíssimo desgastada, caso houvesse se concretizado sua exoneração, dias atrás dada como favas contadas.

A intensificação dos rumores de que isso estava para acontecer e que produziu, até mesmo, o esvaziamento às pressas das gavetas das mesas de trabalho do Ministro e de integrantes de sua ativa assessoria científica e administrativa, fez com que os círculos políticos em Brasília promovessem desusada movimentação de bastidores. Contingente respeitável de personagens graduados da cena pública, entre eles colegas de Mandetta no Ministério promovessem gestões que impedissem a consumação do ato. Ao cabo e alfim, Luiz Henrique Mandetta permaneceu na função, e isso foi considerado uma decisão acertada por parte da opinião pública.

*  O jornalista Cesar Vanucci (cantonius1@yahoo.com.br) é colaborador do Blog Mundo Afora

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